Nas flores transparece tua beleza
Ó formoso perfume que ameniza
Dócil flor de silvestre sutileza!
Sopra amor na passagem desta brisa...
Flor de resplandecente profundeza,
Nada além de ti minha alma precisa
Num sorriso revela apraz grandeza
Ó pétalas que minha alma cobiça
Ó minha flor! Vistosa primavera!
Jamais mulher alguma nesta terra
Tivera assim tamanha formosura
Florescendo num plácido amanhecer
Sim na tua estação quero adormecer!
Viver um sonho recheado de ternura
*
Joselito de S. Bertoglio
sábado, 8 de maio de 2010
Amor desvairado
Meu coração é um louco viajante
Que sai correndo pelo mundo afora
Sou um cordeiro e vós minha pastora
Sigo-te pelo prado verdejante
Olhando teus olhos e o semblante
Num traço suntuoso me devora...
Estou ao teu jugo apraz senhora,
Faça de mim escravo e bom amante
Quero provar o cálice do beijo
Deleitoso dos lábios teus tem
Vejo no horizonte doce estrela
Cadente que me cruza num gracejo
Tentador e sedento sobrevém
Num sopro tão audaz de uma procela...
*
Joselito de S. Bertoglio
Que sai correndo pelo mundo afora
Sou um cordeiro e vós minha pastora
Sigo-te pelo prado verdejante
Olhando teus olhos e o semblante
Num traço suntuoso me devora...
Estou ao teu jugo apraz senhora,
Faça de mim escravo e bom amante
Quero provar o cálice do beijo
Deleitoso dos lábios teus tem
Vejo no horizonte doce estrela
Cadente que me cruza num gracejo
Tentador e sedento sobrevém
Num sopro tão audaz de uma procela...
*
Joselito de S. Bertoglio
Eternidade
Lembra-te flor dos olhos pactuados?
Dos olhares submissos de paixão?
Das promessas repletas de emoção?
Dos corpos no celeiro debruçados
Dos lábios levemente amordaçados
Do prazer derramado no colchão?
Lembra-te! Diz que lembra a mansidão
Dos fragores exóticos jorrados
Na união dos corpos numa loucura
Insensata à razão, sensata à alma!
Corpo sob corpo, límpida pintura...
Doce amor transformado em vida plena
Olhos cravados palma sobre palma
Ter que se despedir é dura pena...
*
Joselito de S. Bertoglio
Dos olhares submissos de paixão?
Das promessas repletas de emoção?
Dos corpos no celeiro debruçados
Dos lábios levemente amordaçados
Do prazer derramado no colchão?
Lembra-te! Diz que lembra a mansidão
Dos fragores exóticos jorrados
Na união dos corpos numa loucura
Insensata à razão, sensata à alma!
Corpo sob corpo, límpida pintura...
Doce amor transformado em vida plena
Olhos cravados palma sobre palma
Ter que se despedir é dura pena...
*
Joselito de S. Bertoglio
Amor de passagem
Ela vem num caminhar tão marcante
Os seios envolvidos num anseio
Plantando em meus olhos um enleio
Ante toda beleza petulante,
E ela vem caminhando confiante
Sabendo que num só olhar incendeio
Soberana resiste o galanteio
Deixando-a ainda mais inebriante...
E num sentir voraz quase devasso
Todo meu corpo vai se corroendo...
Num encontro soprado pelo acaso
De amor inofensivo vou morrendo
Num só tempo e num único espaço
Nas alíneas da vida se perdendo...
*
Joselito de S. Bertoglio
Os seios envolvidos num anseio
Plantando em meus olhos um enleio
Ante toda beleza petulante,
E ela vem caminhando confiante
Sabendo que num só olhar incendeio
Soberana resiste o galanteio
Deixando-a ainda mais inebriante...
E num sentir voraz quase devasso
Todo meu corpo vai se corroendo...
Num encontro soprado pelo acaso
De amor inofensivo vou morrendo
Num só tempo e num único espaço
Nas alíneas da vida se perdendo...
*
Joselito de S. Bertoglio
Vermelho travessura
Vi tu desabrochar tão lentamente,
As pétalas repletas de candura
Pintadas de vermelho travessura...
E nos olhos flamava amor ingente,
Despertava o vulcão incandescente
Pela cama vertendo terna alvura
Corpos formando uma só moldura
Amoleceu quem era resistente
Num suspiro me deu sua pureza
Vou bebendo do cálice sagrado
Do teu ventre branda castidade
Ó flor hoje atingiste apraz idade
No cândido lençol de amor manchado
Vou navegando nessa correnteza...
*
Joselito de S. Bertoglio
As pétalas repletas de candura
Pintadas de vermelho travessura...
E nos olhos flamava amor ingente,
Despertava o vulcão incandescente
Pela cama vertendo terna alvura
Corpos formando uma só moldura
Amoleceu quem era resistente
Num suspiro me deu sua pureza
Vou bebendo do cálice sagrado
Do teu ventre branda castidade
Ó flor hoje atingiste apraz idade
No cândido lençol de amor manchado
Vou navegando nessa correnteza...
*
Joselito de S. Bertoglio
Soneto de ousadia.
Ela tem um sutil olhar ousado
Com delicado toque inocente
Seu sorrir contém um primor fulgente
Nos lábios o aroma do pecado
Com um leve sabor adocicado
Seu falar é calmo e envolvente
Como doces manhãs de sol fervente
Seu cheiro é de jardim perfumado
Com essência de lírios e de rosas
Seu olhar reflete liberdade
E rebeldia, é vida, é mansidão!
O sorrir é ternura e tentação,
Sim! É flor de imensa raridade
Deixando as ruas mais cheirosas...
__Dedicado a Cristina por Joselito de S. Bertoglio.
Com delicado toque inocente
Seu sorrir contém um primor fulgente
Nos lábios o aroma do pecado
Com um leve sabor adocicado
Seu falar é calmo e envolvente
Como doces manhãs de sol fervente
Seu cheiro é de jardim perfumado
Com essência de lírios e de rosas
Seu olhar reflete liberdade
E rebeldia, é vida, é mansidão!
O sorrir é ternura e tentação,
Sim! É flor de imensa raridade
Deixando as ruas mais cheirosas...
__Dedicado a Cristina por Joselito de S. Bertoglio.
Realidade Inconstante

A distancia nos separa, num instante de imaginação
Tudo nos separa, parece ilusão
Por mais que penso, não consigo trazer a mim
Frases feitas e palavras sem nexo, completa-me
Você brinca comigo, satisfaz meu desejo
Preciso estar perto, faço perder esse medo
E mesmo assim você sonha, sonha em meus braços
Imaginação fértil, dribla meu cansaço
Por mais que eu tento, não consigo fugir
A realidade é fria e esta dentro de mim
*
Julio Cezar Queiróz.
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