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terça-feira, 18 de maio de 2010

Malandragem Carioca



Sou daqui...do Rio de Janeiro
Vivendo em ruelas...vilas, sobrevivo a cada dia
Madureira é minha terra...São Jorge é meu guia
Perambulando pela Lapa...noite e dia
Tenho respeito por todos
Paulistas...Gaúchos e por outros que talvez você não lembraria
Posso ir ao seu encontro
Mas pode ter certeza que nunca te prometeria
Sair do meu lugar...nem em sonho teria
Por que aqui é meu chão...e por mais que você não acreditaria
Pode ter certeza que pra um malandro como eu...nada mudaria

*
Julio Cezar Queiróz

domingo, 9 de maio de 2010

Tarde de Domingo


Em tarde de domingo me sinto sozinho, exaltado em meus pensamentos,
abro a janela e la fora vejo um mundo tão distante...tão reflexivo

Faz frio, sinto uma leve brisa ao meu encontro e com isso sinto
a natureza esbanjando seu frescor em meu rosto,
estou de peito aberto nesse momento, sem pensar em nada...mudo
é como eu estivesse sozinho no mundo, apenas eu e o vento

Nesse instante a natureza me presenteia, e sinto a chuva
cair sobre minha cabeça, lava minha alma e mesmo assim
de olhos fechados, eu sinto e enxergo dentro de mim a paz
Simplesmente a paz.

*
Julio Cezar Queiróz.

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das mães


Útero que alberga e placenta que pacienciosamente nutre.
Coração que nos ensina o gostoso ritmo da vida.
Cordão que nos areja e traz a conciência de uma existência.
Vagina, pórtico do meio ser, saída delicada e poderosa do novo rebento.
Mama que protege do medo e do novo meio,
ensina o verdadeiro amor, incondicional e necessário.
Mãos ternas e seguras que nos conduzem em todos momentos.


Alma materna que se fragmenta e de seus estilhaços nos dá a nossa própria.
Acata o sofrimento, pois não se nega ao ciclo da vida.
Recebe pequeno nome que esconde sua grandeza.
Mãe é você, divina criatura.
Não digo feliz dia das mães, pois todo dia é dia dessa brava e serena obra divina.

*
Vassalo das Letras.