sexta-feira, 7 de maio de 2010

DOMINATRIX


DOMINATRIX
QUAL FELINA VOU TE ARRANHAR
COM AS MINHAS GARRAS, TE MARCAR...

MORDENDO TEU CORPO TODO,
TE DEIXANDO JÁ LOUCO!
TE DOMINO, FAÇO DE VOCÊ
O QUE EU BEM QUISER
BATO, ARRANHO, MORDO
MARCO E URINO
FAÇO DE VOCÊ MEU ESCRAVO LIBERTINO...

SENTIRÁ MAIOR PRAZER
QUANDO EU ESTIVER,
EM CIMA DE VOCÊ...

PISO NO TEU PEITO
ESCRAVO MEU
E FAÇO VOCÊ LAMBER TODO GOZO
QUE VOCÊ ME DEU...

MINHA VAGINA MELOU
LAMBE AGORA
ESTOU MANDANDO
VAI, PELA NOITE AFORA...

SÓ VAI PARAR QUANDO EU MANDAR
MORDISCA O GRELINHO
CHUPA ELE TODINHO...

QUERO MUITO PRAZER
E É ISSO QUE VOCÊ VAI FAZER...
CHUPA MEUS SEIOS AGORA
MAMA, QUAL CRIANÇA ESFOMEADA
SUGA A TUA AMADA...

SINTO MUITO PRAZER ASSIM
E AGORA PÕE DENTRO DE MIM...
CAVALGA A TUA FÊMEA DOMINADORA
QUE TE DÁ PRAZER TAMBÉM
APROVEITA DE TUDO
QUE ESSA MULHER AQUI, TEM...

MUDA DE POSIÇÃO AGORA:
QUERO FICAR EM CIMA DE VOCÊ
GALOPANDO QUAL POTRANCA
O MACHO DOMINADO
PELO MEU CHICOTE, DOMADO...

VENDO OS TEUS OLHOS AGORA
ENQUANTO APERTO OS TEUS TESTÍCULOS
SENTE... GEME...
PEDE QUE NÃO SEJA MÁ
MAS QUANTO MAIS PEDE
MAS EU FAÇO
APERTANDO MAIS E MAIS
E VOCÊ URRA, SE SATISFAZ!

FÁTIMA ABREU

terça-feira, 4 de maio de 2010

Tenho fome.



Busco sua boca relutante, lábios carnudos se fecham.
A respiração pesada trai desejos reprimidos.
Solicito seu corpo e sua alma.
A fantasia de nosso passado não mais me supre.
Quero-a em carne, nua, e entregue.

Seus mamilos endurecidos traem suas negativas.
Diz-me não me querer, mas tudo em você conspira.
Não há mais espaço para falsas verdades.
Tiro-lhe as amarras. Solto a fera adormecida.
Seus delicados dedos e minha imagem não mais bastam.

O calor de suas entranhas, fogo em mata seca.
Vê-me como bombeiro, mas sou eu que a fagulha atiça.
Canta-me as impossibilidades. Afirma que nossos destinos não se cruzam.
Corra, corra. Eu e você a perseguimos. Uma hora você se cansa e deitará em minha cova.
Corra, corra. Dê-nos o prazer da caça. Minha sede aumenta. Quererei regato entre coxas.

Tenho frio, busco seu calor. Tenho fome, você é minha ceia
Meu falo endurecido norteia, busca o molhado e doce de sua existência.
Afasto cabelos e desprotegida nuca em ponta de língua toco. Seu corpo se abre em segredos.
Desvendo um a um, cada mistério. O arrepio judia e dá êxtase. Seu cheiro de mulher fêmea inunda.

Abandona ritos e fé desmedida, seu corpo vira mesa e altar de minha luxúria.
A dama se despede, a fera acuada e fecunda se entrega.
Sua pele jovem e sedosa é manjar para minha boca.
Rendida uma lágrima sulca rosto perfeito, não de tristeza, pura alegria.

Outros homens já provou, mas virginal permaneceu, pois não conheceu a orgástica loucura.
Derrubarei um a um seus limites. Em curvas, toques, penetrações, deliciosas loucuras.
Descobrirá, então, homem que a ama, e como mulher se declarará perdida.
Darei sem medo a eternidade em segundos, extenuada, velarei pelo seu sono.

Corra, corra. Eu e você continuaremos em seu encalço.
Costuro sentimento a sentimento, desejo a desejo, torno você inestimável mosaico.
Chama-me de cafajeste e canalha, manda-me ter vergonha na cara. Regras de um jogo vencido.
É colcha de retalhos, onde encontro amor, satisfação, felicidade e abrigo.
*
Vassalo das Letras.

domingo, 2 de maio de 2010

Senhora dos meus desejos.

Senhora de meus desejos.

Busco seus olhos nos de outras mulheres.
Desejoso do brilho mortiço que me aprisiona.
Seu sorriso é meu guia, em momentos vazios de sua presença.
A sua imagem nua e límpida, atiça minhas paixões e desejos.

O toque de seu corpo plastificado no meu, seu jeito doce e feminino.
Hora devassa e insaciável, hora menina carente em meu colo.
Monto e remonto em espectros nossos momentos, história de lacunas e impossibilidades.
Conta-me em silêncio seus medos e desejos, eu apenas escuto, perdido em doce melodia.

Suas imperfeições a tornam mais bela, sua indiferença estimula minha curiosidade.
Sofre e sofreu, pois nasceu em mau dia. Apesar de indiferente, imagino-a tolamente apaixonada.
Faço de meu tesão seu escudo; de minha vida doce oferenda.
Permito-me o risco da perda, permito-me a incondicionalidade do amor.

Sua juventude me cria e recria, tenho fantasias poderosas e perigosas.
Nasceu para proporcionar prazer aos obcecados, mas mais obcecado do que eu jamais encontrou.
Faço a você poema da carne, carne essa que jamais chegou a ter.
Amo-a sem limites, busco em polestirenos alma, pois por uma boneca de borracha me apaixonei.
*
Vassalo das Letras.

sábado, 1 de maio de 2010

O GOZO ESCONDIDO...


DORMI, ACORDEI...
A INSÔNIA ME PERSEGUE NESSES DIAS:
A TPM, É MINHA AGONIA...
DIAS QUE VARO A NOITE, A MADRUGADA
SEM CONSEGUIR DORMIR, MAIS NADA...

O MEU CONSOLO É TE OLHAR
DO MEU LADO, COMO HOMEM MUITO AMADO
NÃO QUERO TE ACORDAR!
TALVEZ OUTRA FIZESSE
MAS EU RESPEITO O TEU SONO,
NÃO TE ACORDO, MEU QUERIDO DONO...

TE DEIXO ASSIM, DE OLHOS CERRADOS
ESCUTO APENAS O RONCAR DE TEU SONO PROFUNDO...
INVADINDO O NOSSO QUARTO, NOSSO MUNDO...

TE OLHO, E JÁ O DESEJO EM MIM, SE INSTALA,
MAS RESISTO A TENTAÇÃO, DE TE CHAMAR ENTÃO...
AFINAL, VOCÊ POUCO DORME TAMBÉM!
RESOLVO DEIXAR QUIETO, O MEU AMOR
TENTO PENSAR EM OUTRAS COISAS...
MAS A QUENTURA EM MEU CORPO PIORA
E ME PEGO TIRANDO A CALCINHA FORA...

LIGO A TV, EM UM CANAL FECHADO, PRIVÊ...
AH, A VONTADE AUMENTA MAIS AINDA!
QUE FAZER COM A MINHA GRUTA MENINA?
TENHO QUE ACALMÁ-LA!
RESOLVO ME TOCAR, VENDO O FILME...
JÁ ESTOU QUE NÃO ME AGUENTO!
VEM O GOZO, MEU ORGASMO, BEM LENTO...

DEIXO AS COXAS MOLHADAS,
ESCORRE PELA VULVA MEU MEL...
TENHO QUE ME LEVANTAR AGORA
TOMAR UM BANHO, E DEIXAR COMO TUDO ESTAVA ANTES
NÃO QUERO QUE MEU AMOR PERCEBA
QUE ESTAVA GOZANDO, ENQUANTO DORMIA...
AFINAL, ERA NELE QUE PENSAVA,
QUANDO ANTES ME TOCAVA!

*
FÁTIMA ABREU

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Olhai os lírios do campo, eles estão mortos.

Olhai os lírios do campo, eles estão mortos.

Uma criança analfabeta passa o dia na rua, pequenos furtos e mendicância, não há comida em casa, apenas maus tratos; as drogas já se inseriram em sua vida, espantam o frio e a fome.
Um dia não mais voltará àquilo que deveria ser um lar, encontrará o remedo de uma família na rua.
O caminho da marginalidade a levará a crimes maiores e seu fim será precoce, não antes de propagar o mal multiplicado, o mal que foi vítima, o mal que poderia ser evitado.
Um pai morre no corredor de um pronto atendimento.
A instituição não tinha medicamentos, não tinha leitos suficientes; os seus médicos (mal remunerados) assim como seus funcionários não dão mais conta do recado, faltam recursos ao hospital público.
O defunto por não ter dinheiro, foi morto, pena capital ao miserável.
Sem emprego há muitos anos, vivia de bicos, quando não estava embriagado no boteco, pois a caninha saia mais barata e sua vida era insignificante, não valia à pena.
Sua mulher ainda não se sabe viúva e seus filhos estão na rua.
Talvez, um ou mais não voltem.
O idoso no depósito (com o nome pomposo de asilo) fez uma refeição, o estômago doído, comida vencida.
Mas melhor doído do que vazio, às vezes nem comida estragada serviam.
Seu companheiro ao lado, fede, não se sabe porque há horas não limpam suas fezes, ou porque as suas feridas estão mais podres.
Médico lá nunca viu, nem ao menos enfermeira.
Percebe sem ânimo larvas na ferida de seu companheiro.
Nem mais a saudade do nordeste sente, fome e frio ainda sente.
O que não sabe ele nem o estômago doído é que um dos seus doze filhos em maca de hospital está inerte e frio.
Ah, gordo, culto e bem servido, lá está o funcionário público eleito, dono de vasto império. Fortuna fez em roubalheiras, tem canais de rádio e televisão, dezenas de empresas e até fantasmas como funcionários lhe servem bem.
Alimenta-se do dinheiro do povo, mas com povo quem se importa?
Rouba muito e muito mais mata os servis que do Estado deveriam ter o mínimo de suporte.
Mas o Estado, tristemente, aos vampiros corruptos apenas importa.
A impunidade lhes dá poder, na Índia não estamos, mas criaram nova casta.
Eles tudo têm e nós limpamos suas fossas.
O judiciário, legislativo e executivo promiscuídos, indiferentes ao povo que urra, grita, sofre e morre.
O Brasil em impunidade se afunda, nós na lama e os corruptos de iate.
Olhais os lírios do campo, a impunidade deixou que os corruptos o matassem.

*
Vassalo das Letras.

'Seu Menestrel...













Jogo por seus caminhos...
Meus beijos e junto com eles,
Meu maior elogio.

Onde lhe vejo...
Como uma mulher menina,
Que por mim passa, com perfume
De uma doce primavera.

Sou seu Menestrel de sonhos.
Não adianta fugir,
De seu amor por mim sentido,
E jamais será esquecido.

Seu olhar tímido,
Não deixa esconder
Seu maior desejo.

Estar em meus braços,
De errante menestrel.
Sempre a embalar seu sono,
Em noites de luar e solidão.

Eu quem sei,
De seus desejos de mulher.
Eu quem sei,
Dos seus sonhos tão sonhados.

Somente eu...
Posso realizá-los,
Sou seu Menestrel,
Presente em seu ser,
De mulher verdadeira.

Sou seu homem verdadeiro.
Que sabe onde estão seus mistérios
Desvendá-los, perante sua alma
De doce mulher menina.

Sempre saberei,
Tirar- lhe de seus dias de solidão,
Em sua soleira de quimeras sentidas,
Que parece não ter fim.

Minha doce Amada,
Tão por mim desejada.

Joga- me seus sonhos,
Saberei realizá- los,
Com meus carinhos de menestrel
Do amor por ti perfeito.

Eis- me, seu menestrel,
Que todas as noites
Em sua imaginação,
Banha seu corpo, sua alma,
De beijos sem fim.

Sou seu eterno homem,
Seu eterno Menestrel da paixão!

*
Deval poeta.

Convite ao Amor.

Vou abrir as janelas do meu jardim
Vou regar as minhas rosas e sentir
O seu perfume e me embriagar nessa
Sua magia de felicidades e cores e perfumes.
Não quero, mas tristezas em nosso jardim
De sonhos. Chega !..
Se me ama de verdade e quer viver este
Amor sem cobrar nesse jardim a cor das
Rosas expostas em meus poemas. Assim será
Feito... Assim seremos felizes...
Não quero ver a cor de sua tristeza posta em
Nosso jardim de sonhos.
Do que vai nos adiantar esta tristeza se o nosso
Amor chora por esta nossa a arrogância de,afrontá-lo.
Se quiser jogá-lo fora? Jogue!... Mas bem longe desse
Jardim que abre pra você os portões desse nosso amor
Sem fim .
Quem somos pra querer nos impor perante a
vontade desse amor que nos cobre com seu manto.
Quem? Você? Eu... Quem? Diga-me!...
Não quero saber, mas de tristezas nesse jardim
Onde o amor foi plantado com carinhos e amor
e muita paixão.
Não quero versos tristes nem meus, nem seus!...
Quero a canção de versos composto por nós,
Que fale de amor alegrias, e que eles atravessem
Nossos canteiros de amor e nos abrace com suas
Estrofes de paixão e alegrias .
Assim será esse jardim!...
Assim serão os meus versos
Assim será as minhas alegrias
Assim será feito...
O futuro? Quem sabe eu faça, mas
Um nesse meu jardim. Já fiz dois e entreguei
Ao destino da vida. Dois filhos!...
O portão se encontra aberto não precisa bater...
E só empurrar se caso queira entrar e compor
Comigo os versos que serão jogados nesse jardim.
O convite esta sendo feito meu amor!
Se puder esquecer o rancor as tristezas as magoas
Entre e caminhe pelos canteiros desse nosso jardim.


*
Deval poeta.